Entrevista de Terça — Fernando Rômbola

Henrique Sanches
6 min readOct 19, 2022

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Abaixo segue a entrevista, reproduzida na integra, do jeito que ela virou post em setembro de 2019, com o autor de ficção científica do Selo Saifers, Fernando Rômbola.

Na época as entrevistas eram beeem menores, então a leitura vai fluir num tapa!

Mr Paradoxo, Fernando Rômbola!

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“Olá pessoal,

boa noite…

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O entrevistado de Terça de hoje, é o Fernando do ig @fernando.rombola.

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O Fernando é um grande fã de um estilo literário, mas vou deixá-lo contar para gente!!! :D

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Outra coisa muito bacana, o Fernando é um grande entusiasta quando o tema é literatura.

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Ele escreve posts, compartilha posts dos amigos, ajuda a divulgar, está sempre presente. E começou recentemente a se aventurar em algumas Lives.

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Bom, vamos conhecer um pouco sobre ele na entrevista abaixo. Com vocês @fernando.rombola

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Fernando, é uma honra ter você com a gente aqui hoje. Muito obrigado pela gentileza de topar fazer parte dessa grande aventura que é divulgar a literatura.

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Saudações, viajante do espaço-tempo. É uma honra fazer parte dessa aventura. Admiro muito seu perfil 100% literário e sempre com ótimas dicas de leitura. Você é rock’n’roll!

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P1 — Para quem acompanha o seu ig, pode verificar uma evidência: que você gosta demais de Scifi!!! Conta pra gente um pouquinho sobre o que este gênero literário representa pra você…

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R1 — Sci-Fi no meu coração é como Heavy Metal: não dá pra viver sem. Sci-Fi é um lugar onde vários dos assuntos que gosto convergem em histórias incríveis, que vão além da tecnologia.
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Algumas pessoas têm medo ou preconceito do gênero porque ainda não compreenderam que a Sci-Fi é sobre seres humanos e toda nossa complexidade.
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Quando você lê a Saga dos Robôs do Asimov, por exemplo, a história entra tanto na cabeça que você esquece que está lendo uma história sobre cérebros positrônicos.
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Sci-Fi é um gênero profundo e cada história pode render horas de conversa. O Matéria Escura, pra citar outro exemplo, é um livro tão incrível que eu e a @blogsabeoque fizemos uma live de 2 horas falando sobre os assuntos abordados na história.
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Eu considero Sci-Fi um estilo de vida, algo que amplia minha visão sobre a Humanidade e o Universo.

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P2 — Além de Ficção Científica, quais são os outros gêneros literários que você gosta?

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R2 — Eu amo Thrillers! É outro gênero que vai além das palavras. Robert Ludlum, Jo Nesbo, Donato Carisi e Karin Slaughter, por exemplo, entram tão fundo na mente que não dá pra esquecer suas histórias. Psicose é a minha preferida fora da Sci-Fi.
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É a história que mais mexeu com a minha cabeça. E como sou admirador do Universo, também passo horas lendo e assistindo tudo que encontro sobre o Cosmos.
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E como leio desde criança, acho que já li um pouco de cada gênero. Só lamento não possuir um cérebro positrônico com capacidade de armazenamento para conseguir lembrar de todos os livros.

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P3 — Na sua opinião, existe Scifi brasileiro de qualidade? Recomenda algum?

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R3 — Sim, existe. A questão é: onde estão os autores de Sci-Fi BR que não conhecemos? Por isso quero fazer um pedido: vão nos comentários ou me marquem nos posts dos autores de Sfi-Fi BR.
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A @libereditora, eu e alguns amigos, gostaríamos muito de conseguir juntar autores e leitores para formarmos uma comunidade scifer.
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O canal @fantasticursos é um grande divulgador do Sci-Fi BR com ótimas referências e dicas de leitura. O autor que recomendo muito é o @leonardoborn. Seu novo livro Números Perfeitos é incrível.
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Um Thriller Sci-Fi BR de respeito que vai além dos conceitos tecnológicos. É um daqueles livros que questionam a Realidade (sim, com “R” maiúsculo). E também o @cordelsideral, que é um Sci-Fi interativo muito bacana.

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P4 — Aproveita e conta pra gente qual o seu livro favorito? Você recomenda esse livro? Por quê?

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R4 — Essa é a pergunta que todo leitor não consegue responder, mas vou tentar não ser dramático.
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O meu livro preferido é o Este Mundo Tenebroso, que saiu no Brasil entre os anos 80 e 90. Li esse livro umas 10 vezes, mas Psicose é a minha história preferida.
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E pra não ser injusto com Jo Nesbo, sou fã do inspetor Harry Hole. Esse cara é o mais maluco que já vi na vida. Tem também a Trilogia Millenium e o incrível Resistência do @marco.simas1955.
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E na Sci-fi eu tive a difícil tarefa fazer um post com os meus 5 livros preferidos: Neuromancer, Espere Agora pelo Ano Passado, Matéria Escura, O Terceiro Testamento e Fim da Eternidade.
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Eu recomendo todos porque são incríveis, mas indico Eu, Robô (Isaac Asimov) pra quem nunca leu Sci-Fi. A @vegas.book tá resenhando conto por conto. E lendo seus posts fico cada vez mais convencido que Eu, Robô é um livro pra perder o medo da Sci-Fi e entrar nesse universo incrível que confronta a Realidade.
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Meu coração de leitor tem um espaço-tempo onde cabem vários universos literários, mas é com a Sci-Fi que eu mais me identifico.

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P5 — E na sua cabeceira atualmente, o que você anda lendo?

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R5 — — Estou lendo pela segunda vez seguida o livro Buracos Negros (Stephen Hawking). São duas palestras de 15 minutos que ele fez na rádio BBC em 2016.
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São 65 páginas que valem 650. É genial como ele explica coisas tão complexas com elegância e simplicidade. E ainda tem notas de rodapé que ajudam a descomplicar alguns conceitos.
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Esse eu recomendo muito pra quem tem problemas com a Realidade: “Dizem que às vezes a realidade é mais estranha que a ficção. Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro que no caso dos buracos negros. Os buracos negros são mais estranhos que qualquer coisa já sonhada por escritores de ficção científica, mas são fatos do mundo da ciência.”
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É como eu disse acima: scifer é um estilo de vida. E ter problemas com a Realidade é muito bom. Talvez seja por isso que também tenho um fascínio por fenômenos como buracos negros.
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E tenho certeza que Hawking também tinha problemas com a Realidade, afinal, ele ousou tanto que tenho certeza que se vivesse um pouco mais teria encontrado a grande resposta: do que é feita a Realidade?

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P6 — Fernando, para finalizar… você alguma vez já pensou na escrita? Escrever faz parte do seu perfil literário?

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R6 — Essa pergunta tenho que responder do fim pro começo. Eu acho que escrever é parte do “eu-leitor”. Chega um momento em que a cabeça fica tão cheia de histórias que surge a necessidade de escrever.
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E quando isso acontece a ficção assume dimensões de realidade. E escrever torna-se parte da vida. A vontade de ler aumenta cada vez mais e parece que tudo ao redor só faz sentido através da escrita e dos livros. Eu acho que todos deveriam tentar escrever pelo menos uma vez na vida.
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É uma sensação incrível. Eu vejo tantas pessoas com potencial de escrita, mas não escrevem. Eu até entendo. Escrever é solitário e algumas vezes marginalizado, mas é muito bom.
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A @libereditora acreditou em um conto sci-fi que escrevi e estamos trabalhando no processo de edição. Estou muito empolgado e ansioso. Alguns amigos já conhecem a Ester e me ajudaram lendo o texto. Escrever é a melhor maneira de criar problemas com a Realidade.
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E pra finalizar, agradeço você com todo meu coração. Obrigado por me incluir nesse projeto tão incrível. É uma honra saber que faço parte desse feed feito com paixão pela literatura. Muito valeu enorme de grande.

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Obrigado, meu amigo!!!

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Henrique Sanches
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