Desafio — Martin

Henrique Sanches
2 min readDec 5, 2023

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“Foi no dia 23 de Setembro de 2125, quando mais uma vez os homens provaram para si mesmos e para o resto da humanidade que os erros do passado não servem de aprendizado.

Me chamo Raquel, eu costumava trabalhar na Usina Nuclear brasileira Angra 2, acompanhada de uma grande equipe de pessoas que vieram da Rússia e China. Por que Brasil? Porque aqui era o lugar perfeito para camuflar o que pretendíamos fazer: uma nova arma.

Essa Usina nos proporcionaria o fornecimento ideal de energia para começarmos os testes em humanos que serviriam como armas nucleares e biológicas ambulantes. Prisioneiros chineses e russos condenados à morte foram trazidos em segredo para cá.

Primeiramente teríamos controle sobre esses prisioneiros através de tratamentos de eletrochoque, que faria com que seus cérebros se tornassem férteis às nossas ordens, sem mais vontade própria.

Depois disso, a parte que desconhecíamos seria iniciada: transformar o organismo dessas pessoas em transporte de armas atômicas e biológicas para países que nos ameaçavam, a fim de atacar locais específicos e enfraquecer essas nações de dentro para fora.

Mas além disso, todos aqueles que não fossem mortos no ataque direto, sofreriam mutações além do imaginado. Seria uma obra prima da guerra moderna, se tudo não tivesse sido interrompido por um detalhe: nossa ambição.

Na tarde de 23 de Setembro — por sorte (ou azar) foi no dia que não pude comparecer — os testes saíram do controle e da sincronia das equipes, causando a ruptura do reator principal, e todo o terror que havíamos criado e armazenado foi lançado aos céus como uma grande festa de fogos para receber o começo de um novo ano, mas acabávamos de dar as boas-vindas ao início do apocalipse.

Achávamos que nada como Chernobyl poderia voltar a se repetir, mas batemos o recorde de negligência ao deixarmos a confiança tomar conta do nosso projeto mortal.

Faz 2 anos desde que tudo começou, e hoje vago de país em país, procurando um lugar que não tenha sido afetado, fugindo das criaturas mutantes agressivas que um dia foram humanas. Tentando encontrar uma solução para aliviar a culpa que carrego.

Seria hipocrisia dizer que apenas seguia ordens, essa desculpa não cola mais hoje em dia. Mas estou escrevendo centenas de páginas iguais a essa e espalhando por onde passo para que aqueles que nem souberem o que os atingiu tenham conhecimento da origem e de uma das pessoas que causou tudo isso.

Espero que possam me perdoar. Irei encontrar a cura para o mundo.”

O texto sensacional de hoje é do nosso amigo Rafael do @martins.vk Obrigado, Rafael!!!

Fim da transmissão!

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Henrique Sanches
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